Viajar! Perder países!

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!

Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa

sábado, 6 de agosto de 2016

Atualizem os dicionários!

Uma nova palavra oriunda das férias

Horrixe = horrível... mas fixe!

Long time no see...

Tanto tempo sem cá vir... Será que ainda há leitores para além de mim própria?
Deveu-se a alguma inércia, alguma falta de paciência e/ou inspiração e, sobretudo, ao facto do smartphone me ter impedido o acesso ao meu blog, cujas razões ainda não descortinei!
De modo que estou limitada à escrita em portátil, que raramente está disponível.
Enfim, a ver se o problema se resolve e se consigo marcar presença mais assídua...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Viagem relâmpago a Armamar

Armamar é uma despretensiosa varanda para o Douro cujo panorama vale bem a pena conhecer. Entre os retratos desta viagem figuram uma verde vertente de medronhais e carvalhos, os riscos dos pingos de chuva inclementes no vidro do carro e uma bola quentinha acabada de fazer que há-de perdurar na memória.

domingo, 10 de abril de 2016

Momentos XLII

-Onde vive o urso polar?
Ursinho:-No Pólo norte!
-E onde vive o macaco?
Ursinho:-No jardim zoológico!

domingo, 13 de março de 2016

Como a realidade nos consegue surpreender

Da primeira vez que pousei os olhos no candidato Trump achei que estava perante o palhaço das presidenciais americanas. Do tipo de palhaço que diz coisas tão mirabolantes que é difícil pensar que estás sejam puramente espontâneas. Quero dizer, puramente nunca seriam. Mas um bocadinho, vá.
Mas com o passar do tempo se viu como muita gente afinal se revê na palhaçada.
Aquele país é um mistério.
Venha um qualquer democrata. Um que o vença. Têm demasiada influência em todo o mundo para se poderem dar ao luxo de serem governados por um palhaço.

Proporcionalidade direta

Entre o tempo que passo doente (ou a assistir a quem fica doente) e a minha progressão nas leituras.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Empanada no alto da serra

Fim de tarde de um dia intenso de trabalho de campo, frio e chuvoso.
Enfim tempo de regressar e descer do alto da serra até casa.
A condutora dá à chave e... nada. E de novo nada. E nada. Nada de nada.
Escurecendo. Chovendo. Telemóveis a funcionar. Anoitece. Confusões com a assistência em viagem.
Decisão de ir de táxi para casa. Encontramos o provável único táxi no raio de vários km.
Descemos até ao alcatrão a pé, segurando com força no guarda chuva para evitar a chuva fria. Passadas rápidas na gravilha para não perdermos a boleia.
Por fim, um taxista muito simpático leva-nos até casa. E dá-nos um precioso contacto de um mecânico, que no dia seguinte se revelaria muito útil!
Dois dias depois de volta, com histórias para contar.